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Notícias

11/07/2018

A greve dos caminhoneiros, realizada em maio último, continua a basear bons e importantes debates sobre a matriz de transporte no Brasil. Não foi difícil, com o movimento, entender que o "transporte rodoviário é o principal meio para o deslocamento de cargas dentro do País". Esse modal responde por quase 63% de tudo que é transportado em território nacional, atrás vem o ferroviário com 21,7%, o aquaviário com 11,7%, o dutoviário com 3,8% e, por último, o aéreo com apenas 0,1%. Bem-vindos à discussão sobre os nossos modelos logísticos!

Mariana Canto, advogada especialista em logística do departamento Societário do escritório Andersen Ballão, diz que o modal rodoviário possui características próprias que são bastante determinantes para a sua posição de destaque na matriz de transporte de cargas do Brasil. “Estudos apresentados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que, no Brasil, só o modal ferroviário se mostra competitivo em relação à rodovia em se tratando de volumes de carga a partir de 350 mil toneladas mensais”, explica.

O modal rodoviário, continua ela, é um grande aliado nos processos logísticos, mas também traz graves consequências. Ela relaciona: "O desgaste nas rodovias e nos veículos, o aumento do consumo de combustíveis e dos gastos com saúde por acidentes aumentam os custos de vida de uma maneira geral e isso penaliza a todos." Adicionalmente, o modal anda na contramão do desenvolvimento sustentável, além de congestionar o trânsito nas grandes cidades em razão da deficiência de contornos intermunicipais, é também o que mais polui. Para transportar 100 contêineres de carga são necessários 100 caminhões, que emitem 73 toneladas de CO². A mesma quantidade de carga demanda apenas duas locomotivas, que emitem apenas cinco toneladas de CO² para o mesmo resultado.

Existem outros modais que, para Mariana, funcionariam bem no Brasil e trariam benefícios como o ferroviário. “O Brasil é um país que tem sua base agrícola, por isso é importante que haja investimento no modal ferroviário para manter a competitividade internacional. Ampliando os corredores de exportação que integram o interior produtivo do país aos portos, assim como facilitar a intermodalidade de transportes, seria o início de um ciclo virtuoso”, defende.

A malha viária brasileira
O Brasil, a terceira mais extensa malha rodoviária do mundo, mas apenas 12% dela é pavimentada. O Mapeamento do Ipea de Obras Rodoviárias, que estudou os gargalos e deficiências das rodovias nacionais, identificou a necessidade de investirmos mais de R$ 183 bilhões para sanar problemas e torná-las eficientes.

Esses dados mostram ainda que mais de 80% da malha pavimentada está sob gestão pública e deste percentual apenas 37% é avaliada com qualidade boa ou ótima, sendo que os outros 63% estão entre regulares e péssimas. Essa condição se deve a inúmeros fatores, mas especialmente a falta de planejamento e decisões de investimento de curto prazo, e custos elevados de manutenção que acabam se convolando em deficiências sistêmicas.

Fonte: PortoGente

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